15 de setembro de 2010

Eis um breve post de um dos textos que escrevi faz muito tempo, e que, neste espaço, pode ser dividido. Não ouso chamá-lo poesia; é apenas o registro de uma época de arroubos juvenis, de que lembro com carinho. Fiz para aquela jovem que hoje é a mãe dos meus filhos. Ela sempre disse que parecia que ela é quem escrevera. Não entendi!








Desenho: Carol Lemarc

Saudades

Se tu me amasses
como eu te amo,
Teu ser seria a brisa
A alimentar-me a chama.

Se tu me amasses
Como eu te amo,
Teu amor, imensurável
Habitante me teria
Da tua alma, constante.

Se tu me amasses
Como eu te amo,
Tu, de ti esquecerias
Para lembrar de mim.

Se tu me amasses
Como eu te amo,
Roubaria versos para dizer,
O teu pesar,
Um instante sem mim.
O teu contentamento,
Saber que existo,
E ser-me capaz de amar.

Para ti, o universo
Se iria ofuscar,
A mim só, perceber ias
Se tu me amasses
Como eu te amo, e
Quando distante encontrasses
Em síntese serias: Saudades!




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