22 de abril de 2011

Será o fim do amor? ou “Apologia do amor”


Os tempos mudaram. Hoje, a moda é não ter qualquer compromisso; é se relacionar ocasionalmente. Ir pra balada apenas pra azarar. O triunfo de uma noitada é ter batido o recorde de beijos em caras e bocas diferentes. Formas e pegadas, cores e odores multiplicados. Calientes, salientes, indecentes. Uma quantidade incontável; rapidamente esquecível; que não deixa rastro da balada da sexta para o sábado.

Nesses tempos, não há muito o que conversar. Quem se dedica a mesuras e agrados cavalheirescos está apenas sendo chato, perdendo o foco. Moderno é conhecer o mínimo sobre o outro, para manter a “impessoalidade da relação”.

Agora, o sexo é o estágio seguinte, depois do beijo. O sexo, performático, socializado, politizado e narcisista, onde um tem a total liberdade de ser escravo do outro, e dos desejos mais impensados.

Nestes novos tempos, o sexo precisa apenas de beleza. Mas não é qualquer beleza. Ele precisa de uma barriga de tanquinho, de uma tatuagem pra fetiche, de um piercing nas áreas erotógenas. Enfim, de um corpo modelado por um cirurgião, se possível; encaixado perfeitamente no padrão de beleza que a mídia vende todo dia. Aquela história de uma lingerie especial, de um ritual inicial, está cada dia mais careta. Pra quê prestar tanta atenção num pedaço de pano, que vai esquecido a um canto, e que nada faz, se há tantas peripécias a fazer? A dança da cachorra, tentar as piores posições do Kama Sutra, ou, ainda, praticar várias formas de sadomasoquismo. Uma opção moderna e de um romantismo tocante é assistir a um filme de porno star, daqueles bem chulos, de sexo grupal, animal, com algum Kid alguma coisa.

Nos enganaram. E nos enganam a cada dia. Há uma espécie de força onipresente, mas que não é divina, agindo, impelindo-nos a acreditar que amar é perda de tempo, que amar não vale a pena. Que é preciso gozar. Gozar a vida. Num desespero de quem vê cada dia como o último, e que precisa experimentar o máximo que o mundo oferece. O problema é que, nesse afã de quantidade, perdemos qualidade, e a capacidade de distinguir o que vale do que não vale a pena. Depois, com o passar da vida, é que perceberemos o que de fato restou. E talvez mal restem lembranças de rostos que poderiam ser o de um grande amor. É verdade que para se ter um grande amor é preciso regar, oferecer luz, e sombra pra descansar, ajudar e acompanhar seu crescimento, e crescer junto. É aí que está o ponto. É justamente quando cuidamos, e crescemos juntos que abrimos espaço para o amor entrar, se instalar. E assim podermos amar, de um amor sem medidas, mesmo que não seja infinito, mas que valha a pena.

Precisamos reaprender a passear de mãos dadas, tomar chuva juntos, cuidar das plantas, da casa, lembrar as datas de aniversário e preparar aquela surpresa. Ir juntos, e ficar juntinhos no cinema, assistindo a um filme inesquecível. Viajar, com ou sem rumo certo, apenas para dividir momentos inesquecíveis com alguém especial. Escrever aquela cartinha perfumada que está fora de moda, e enviar pelo serviço de entregas, só para imaginar a expressão de alegria do outro ao receber, e guardar com carinho, para um dia, talvez, queimar e se arrepender.

Precisamos aprender amar. Saber que se é importante para alguém. Que, haja o que houver, a vida já valeu a pena. Que soubemos sim o que é um grande amor. Que esta é uma das poucas coisas que ninguém poderá nos tirar: a lembrança de momentos maravilhosos, vividos intensamente, numa entrega de coração. Sem o hedonismo moderno, e onde o sexo é a quase mágica tentativa de fusão de dois corpos que se atraem e se completam, como que se o resto do mundo, naquele instante, não existisse.

Isso vale para homens e para mulheres. É preciso fugir da massificação dos maus hábitos, e procurar novas formas significativas de se relacionar com o outro. A mulher não pode aceitar a sua desvalorização, em danças ridículas ou na exposição de sua intimidade nua; e o homem precisa reciclar suas ideias sobre o amor, e sobre as mulheres. Precisa deixar de consumir produtos, revistas e ideias meramente pornográficas, e buscar encontrar-se com o amor. E vivê-lo, para sentir-se humano. Feliz. E fazer feliz. E poder mostrar às gerações seguintes um caminho que vale seguir.

Ninguém pode sentir-se inteiro se nunca sentiu aquele friozinho na barriga, ou viu o coração disparar ao deparar-se com o ser amado.

E os ponteiros do relógio, que parecem parados, e o dia se torna uma eternidade, na espera da hora do encontro?

O celular encurtou o tempo, a distância e controlou a ânsia. Deveria ser desterrado da relação. Nada como apressar os passos para aplacar aquela deliciosa saudade.

Nada como brigar por alguma bobagem e então descobrir a falta que o outro faz na vida. Nada como se reconciliar. Quase perder pra se achar.
...
E ouvir música como se estivesse na canção...
E escrever versos pra confessar o seu amor...
E desinteressar-se da conversa, pra divagar nesse mesmo amor...
E ficar sem graça ao pegar-se falando demais no ser amado...
E cantar alto no banheiro... na pia, no jardim...
E procurar insistentemente aquele presente, aquela flor, pra agradar...
E levá-lo para conhecer a família...
E para jantares inesquecíveis...
E passar a noite, brincando, como dois bobos apaixonados...
Ou horas confabulando sonhos e planejando um futuro juntos...
E perder a hora...
E a noção do tempo.
E cheirar suas roupas, quando estiver distante...
E ir buscá-lo na estação...
E contar as novidades...
E sentir o cheiro, e olhar no olho, e se reapaixonar...

E se a união for duradoura, dividir a emoção de ver o primeiro filho nascer, e cada um, e perceber neles a divina consumação da fusão que buscaram. E vê-los crescer, e mostrar-lhes que o amor é a essência e o tempero da vida.

E eles amarão. Como os pais se amaram e lhes amaram.

E a vida fará algum sentido. E o amor frutificará.
...
Tenha o que se tenha, passar pela vida e não passar por isso é perder a maior parte da sua poesia.

Para amar, não há uma receita. Cada um tem o seu jeito. Mas, hoje, essa é a nossa maior necessidade: reaprender a amar.

E amar mais, e melhor!


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32 Comentários
Comentários

32 comentários:

E. SANCHES disse...

Realmente
Não existe mais emoção nas coisas como já existiu.
Estou com 52 anos de idade e não gostaria de estar vivendo na péle desta juventude de hoje. Parece que é uma geração que não terá o que ser lembrado no futuro. Não vivem o presente como o que deveriamos chamar de "pessoas normais".
São poucos os jovens que ainda se preocupam em ser alguém na vida.
O importante é a balada, é ficar nóia...enfim
"Tempos Modernos"
Parabéns pelo Post
Muito bom mesmo

LeMarc disse...

Caro Edelzio!

Fico despontado quando vejo as pessoas sendo levadas pelo turbilhão, sem conseguir enxergar com o mínimo de clareza, diante de tantas coisas que o mundo atual oferece. O potencial desse mundo moderno é muito grande, mas, infelizmente, as pessoas muitas vezes canalizam suas energias de modo equivocado, e o mundo vai de mal a pior, principalmente nos quesitos que considero fundamentais, como valores, modo de vida, relacionamentos, etc. Muita gente acredita que não vale a pena buscar coisas edificantes, mas isso é um grande engano que as pessoas erradas nos lugares certos buscam nos fazer acreditar. Quando escrevo algumas linhas aqui, espero sempre contribuir para desanuviar um pouco essas coisas.
Um grande abraço.

LeMarc

Adriane Lima disse...

Realmente não existem mais pessoas que acreditem no amor verdadeiro, a maioria dos homens e até das mulheres veem um relacionamento como diversão.

LeMarc disse...

É uma pena quando alguém não percebe que amor verdadeiro, vivido com paixão, é provavelmente a coisa mais legal na vida. Infelizmente muitos homens não percebem isso, e muitas mulheres têm deixado de acreditar nisso. Sem dúvida, o "estado de amor" é extraordinário. Não deixemos que as ideias erradas nos induzam a erro. Obrigado, menina!
LeMarc

Irismar Oliveira disse...

Amigo, infelizmente essa é a realidade na maioria da nossa sociedade, alguém vende um produto sem qualidade mas que traz um prazer imediato e muitos compram pois é isso que vale. os valores se perderam e com eles a verdadeira maneira de expressar o amor também. Muitos muitos preferem entrar no mercado que promete com rapidez uma felicidade construída em fantasias do se guardar para viver de verdade.

Amigo muito bom seu texto.

Uma boa noite

LeMarc disse...

Cara Irismar,

Hoje, falar de amor desse jeito parece a muitos anacrônico, o que é uma pena, porque acredito que o amor é mesmo algo que pode nos mover com uma força poderosa. Acredito que ser capaz de amar é ser capaz de ser grande.
Grande abraço!
LeMarc

Anônimo disse...

Olá pf bem demorei um pouquinho mas fiz a visita no seu blog e saiba q ADOREI principalmente qd vi as coisas relacionadas ao amor esse sentimento tão nobre mas que infelizmente anda sendo mascarado por coisas fúteis. Abraços pronto já virei sua fã.Suely

LeMarc disse...

Oi, Suely! Obrigado pelo adorei em letras maiúsculas. O amor é superior, mas insistimos, muitas vezes, em coisas que não nos ajudam a crescer. Só os sábios amam.
Abraço!
LeMarc

Andressa Victor disse...

Oi Marcus, adorei seu blog, muito produtivo e interessante.
Você ganhou uma seguidora.
Abraços.

LeMarc disse...

Oi, Andressa!

Muito obrigado pelo elogio! Fico feliz em ter você aqui. Estaremos por aqui, ao seu dispor, e com o desejo e a responsabilidade de manter um bom nível para o blog.

Um grande abraço!

LeMarc

Lygia Maria disse...

Só posso dizer uma coisa: lindo!!

LeMarc disse...

Oi, Lygia!

Obrigado pela visita. E pelo carinho.

Beijo!

LeMarc

olinda morgado disse...

Bom te encontrar!
Mas quanto ao amor, quero acreditar que, apesar de, sempre vai se mostrar.
:)

LeMarc disse...

Oi, Olinda!

Há coisas que são mais fortes que a vontade humana, e o amor está nesse patamar. Ele não é um movimento cultural ou modismo qualquer. Ele transcende, e porque transcende sobrevive.
Grande abraço!

LeMarc

Danikas disse...

Olá, tinha razao quando disse que eu iria gostar deste texto! Adorei! A minha forma de pensar é muito parecida como ja pode reparar! Há coisas que com a modernizaçao dos tempos se vão perdendo mas que depende apenas de cada um de nós para fazer renascer a flor do amor, e deixar de lado essas noites que não passarão disso mesmo, uma noite!
Abraço.

LeMarc disse...

Oi, Dani!

Está se generalizando uma série de conceitos superficiais, que, quem não tem maturidade, consistência, visão ampla no espaço e no tempo, facilmente incorpora aos seus hábitos. Vivemos uma época de valorização dos modismos e da afirmação das ideias mais obscuras do ser humano. Com uma estratégia agressiva de legitimação, os defensores desses falsos ideais fazem muito barulho, enquanto a maioria que não concorda continua ocupada nos seus afazeres, tocando a vida, muitas vezes sem se dar conta que seu silêncio contribui com a causa de quem prega tais ideais. Ainda bem que há muita gente, como você, eu, que dizemos que o mundo não precisa seguir tudo quanto é tendência, e que muitas vezes nos levam a nos perder de nós mesmos.

Beijo!

LeMarc

Vera Mattos disse...

Lemarc,Parabéns pelo blog exelentes posts.Estou te seguindo aqui e la pelo dihitt.
Um grande abraço...!

LeMarc disse...

Olá, Vera!

Obrigado pelos elogios. É um espaço feito com certo cuidado, para oferecer um material popular, mas com alguma qualidade.
Obrigado pela visita, e por seguir o SC.

Beijo!

LeMarc

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Belíssimo texto, LeMarc. Gostei do blog.
Cumprimentos cinéfilos!

O Falcão Maltês

Lemarc disse...

Olá, caro Nahud!

Muito obrigado pelo elogio. É apenas uma tentativa de mostrar que é sim possível apostar no amor, algo que muita gente que se entrega ao superficialismo, convicto de que é o caminho, a cada dia tenta desacreditar. O mundo não é um amr de rosas, mas quando buscamos mais nos adaptar a suas mazelas do que tentamos transformá-lo, mesmo que pacientemente, estamos ajudando apenas a piorá-lo.
E uma honra tê-lo por aqui. Andei visitando seu espaço algumas vezes e conheço o alto nível do seu trabalho. Vou fazendo um pouquinho pra ajuntar com o belíssimo trabalho que muitos como você fazem na internet. Juntos somos mais fortes (lembro neste instante de Ran/Kurosawa e os gravetos).

Cumprimentos cinéfilos!

Lemarc

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Estou aqui relendo o seu texto, Lemarc.


O Falcão Maltês

Lemarc disse...

Olá, Nahud!

Que bom saber que você gostou do meu texto a ponto de voltar por aqui. Muitos voltam, mas dificilmente deixam isso registrado. Obrigado! Eu acho que deveria atualizar o SC com mais frequência, para ofertar mais material pros amigos, além da periodicidade de um post por mês; vou ver se posso acelerar um pouco. Enquanto isso, podemos ver dentro do material já postado algumas coisas interessantes.
Abraço!

Lemarc

Darci Fonseca disse...

Olá, Vinicius. Texto delicado, texto singelo, texto profundo, um amor de texto. Não é texto para um limitado espaço de blog, mas para ser veiculado na grande imprensa. Ora, que sonho mais tolo... Como um texto lírico como esse poderia ser cantado em lugar dos faustões e gugus que assassinam o pensar dos brasileiros? Vou repassar para minha lista de e-mails para que as pessoas tenham um momento de sublimação na mesmice dos dias que vivemos.
Parabéns e um grande abraço - Darci

Lemarc disse...

Darci,

Obrigado pelos elogios ao texto. São um grande incentivo, ainda mais vindo de você, que teve contato com alguns dos grandes nomes da literatura nacional, e a quem tenho em alta consideração. E isso perdura. Esse texto é só um que veio parar aqui no SC. Outros não vieram e podem surgir, por exemplo, acompanhados deste em outros espaços. Tenho algum nível de consciência sobre como as coisas funcionam, então mantenho-me sóbrio, ouvindo as falas, positivas ou negativas, e até as que calam. Sigo simples fazendo uma das coisas de que mais gosto, que é escrever (seria ótimo se pudesse me dedicar integralmente a isso, mas...). Entendo que tudo precisa ser feito no tempo e do modo certo. Esse texto, o fiz sem grandes pretensões, mas parece que ficou bom. Talvez pareça careta, mas na realidade está muito além das superficialidades modernas, e pior, que se travestem de alguma intelectualidade.
Um forte abraço!

Lemarc

Gisavasfi disse...

Olá, meu amigo querido.
Vim retribuir teu carinho e visita e dizer que ando em um tempo de recesso parcial.
Ai me deparo com este texto maravilhoso e ganho um novo sopro de ânimo e esperança.
Acredito piamente que o amor é arma de defesa e de ataque, embora a palavra arma remeta à ideia de guerra. Mas vou pegar uma frase de teu texto que "casa" muito com esta ideia de arma: "Há uma especie de força onipresente, mas que não é divina, agindo..." Difícil lutar contra o que não vemos, muito menos entendemos, mas ai é que o amor se transforma em arma. Quando nos recusamos a cair nesta cilada do amor fast food (que está longe de ser AMOR), conseguimos reverter este clima ao nosso redor. Pode até demorar um pouquinho, mas conseguimos. E não é nada fácil!
Que possamos todos aprender, reaprender e reinicar sempre este processo.
Porque amar vale a pena. Vale muito a pena!
Abraços!

Lemarc disse...

Oi, querida Gisele!

Obrigado pela visita!
Que bom saber que esse texto pode dar algum sopro de alegria e de esperança a quem o lê. Cada dia menos gente acredita no amor, e é em boa parte por isso que as coisas não andam tão bem no mundo. Amar vale muito a pena, é mesmo necessário. Muitos de nós demoramos demais a perceber isso, e, alguns parecem nunca perceber. Tirar o amor da vida é uma prática suicida cada dia mais comum, infelizmente. Não somos bobos ou alienados, “sabemos com sabedoria” que sem amor não há luz.
Beijo!

Lemarc

Marcela disse...

Ando repensando muito as relações de amor, e ao ler seu texto me dei conta da grande diferença que há entre o amor e as relações do qual ele é ou deveria ser o grande protagonista. E, então, nesse momento de despretensiosa leitura, obtenho aqui, no seu texto, a resposta para uma pergunta que anda me incomodando tanto e há tanto tempo: porque depois de tantas e tamanhas decepções eu ainda acredito tanto assim no amor? Tão simples que não percebi... porque eu realmente sei amar. Se sei, como não acreditar que outros saibam também? Depois da "minha" abelha, outro texto seu que vai morar para sempre no meu coração.
Bjo meu amigo

Vinícius Lemarc disse...

Oi, querida Marcela!

Ando muito em falta com o SC e com os amigos que leem algo por aqui (só agora li seu comentário)... Mas espero regularizar isso logo que possível. O motivo? Porque isso aqui não é para mim, é para pessoas maravilhosas como você, para dividir o pouco que percebo das coisas dessa complicação incrível que é viver. Eu sinceramente escrevo apenas das coisas que, certas ou erradas, acredito. Não o faria se pensasse diferente. Muitas coisas, infelizmente, não vêm pra cá e serão divididas em outros momentos com todos, mas ler você dizer que guarda algo do que escrevi com carinho é o melhor tipo de recompensa que quem escreve pode ter. Ganhei o dia. Sabe de uma coisa? O mais importante na vida é o que a gente é. Nunca podemos deixar que sua dureza acabe com a gente, com a nossa essência, que nos tire a fé naquilo em que acreditamos, não porque simplesmente queremos, mas porque somos exatamente isso.

Um grande beijo no coração!

Vinícius Lemarc

Marcela disse...

Somos energia pura meu caro, esbarramos naqueles que nos atraem... Portanto o SC é de vc para todos que correspondem a essa boa energia.
Vc é um gde escritor, sempre disse isso... até nos textos mais objetivos e racionais, há uma pitada de sua alma e coração. E para mim ser é a única coisa que conta, o "ter" e o "estar" são efêmeros...
Hay Que Endurecer, Pero Sin Perder La Ternura Jamás!
Retribuo o beijo no coração!

Vinícius Lemarc disse...

Oi, querida Marcela!

Falando em energia, veja a coincidência: ontem, enquanto eu respondia o comentário anterior, me ocorreu escrever justamente essa frase de Guevara, que eu acho uma das mais precisas já feitas (inclusive já escrevi outra sobre ela), mas acabei mudando de ideia. É preciso as duas coisas para se viver com sabedoria: ternura e dureza, privilegiando a primeira.

Obrigado pelas gentilezas e outro beijo!

Vinícius Lemarc

Míria Cutrin disse...

Olá professor Vinícius!
Muito bom o seu texto. Estou escrevendo meu Trabalho de Conclusão de Curso sobre justamente ele... o amor. Um tema interessante e desafiador. Até porque, os pontos de vista são múltiplos, assim como suas definições.

Abraços!

Vinícius Lemarc disse...

Provavelmente o amor é o tema mais estudado por poetas, compositores e pessoas em geral, mas sempre há coisas a aprender a esse respeito. Achei interessante a escolha. Já esse texto tenta apenas abordar alguns aspectos sobre ele, sem grandes pretensões, mas me parece que foi bem recebido. É o salário de quem escreve!
Abraço!

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