6 de dezembro de 2010

Bregas Modernos




















Dia desses fiz uma postagem no link “para ouvir”, sobre o cd “Amor Amor”, da cantora Lia Sophia e peguei-me a refletir, ainda que de modo rápido, sobre o conceito de “jeito” brega e sobre como ele resiste nestes tempos modernos. Só para esclarecimento, para quem não linkar, rumar para o post da Lia, o cd em questão é uma leitura chique de sucessos brega da música paraense, mas que já são clássicos.
Bem, no meio da profusão de ideias que tive no instante, ocorreu-me uma breve reflexão sobre moda e modismos, e, afunilando mais, acerca de umas das febres que têm se espalhado severamente pelo mundo: a tatuagem e seus congêneres. Vou ater-me, porém, por motivos de economia, nos quadrantes do tema que precisei.
É incrível o poder de manipulação que certos setores e que certas pessoas exercem sobre outras, e grupos, sobretudo de jovens, que buscam seu próprio caminho, ou/e mal orientados por muitos pais modernos, que querem ser ainda jovens, e que se recriminam por terem envelhecido, e que, por isso, vestem camiseta regata, que deixam o cabelo crescer, e que fazem isso..., e aquilo..., para se sentirem mais..., digamos, vivos.
Sei não, mas todos deveríamos atentar para que se a resposta já for uma pergunta já é um bom começo. E que como gado não dá. Abre-se a porteira, o primeiro passa e o resto segue. Se o primo, ainda que o mais airoso, não dá.
Esses famosos, artistas, ou sei lá o quê, têm sua parcela na imbecilização dos hábitos, no esvaziamento das diretrizes e dos conteúdos.
Pode usar, porque isso é justo. Mas, que isso é feio, e principalmente brega, ah isso é.
Existem, num básico exame, vou chamar, pelo menos três tipos de tatuados. Aqui eu não acrescento o tatuado que significa “passado na casca do alho”, “vacinado”, motivo de brio.
É isso! Talvez, quase ninguém atenta que a tatuagem é uma linguagem. Ela significa. Que ela representa, que ela age, que ela transforma, é semiose.
Voltemos! Pois é! ... há o tatuado exagerado, aquele que, além de convicto, se enche do pé à cabeça de tatoo, tem tatuagem até no céu da boca. O convicto, aquele que usa mesmo e gosta de sair sem blusa pra mostrar seu braço grosso ou sua costa larga “desenhada”, e suas idiossincrasias. E tem o “minerim”, que vai comendo pelas berada, bota uma tatuagenzinha escondida, que muitas vezes só aparece nos momento de glória. Nas hora H, entende? Um “engana papai”, “mamãe”, por aí.
Mas fica feio, não tem jeito. E tem a carga de simbolismo, que ainda precisa prosperar muito pra piorar pra melhor. Mas já enjoei, e isso eu deixo pra você pensar.
É até razoável aquela tatuagita que umas meninas bonitas fazem, mais sutis, que até desperta um fetichezinho, mas, no fundo das contas, é feio. É  brega.
Bonita, deixa os homem, e chique, é quando a mulher tem uma pele macia, limpinha cheirosa, bem tratada, hidratada, nuançada, macia e, aff. Pois é! Chique é outra coisa, pessoal. Aprofundem a questão. Busquem os argumentos. Mas não vou negar que em estética o belo é imprevisível. E tem uns caras bons e uns desenhos maneiros. Mas..., aff!
Mas sempre é bom chamar atenção contra os preconceitos. Seja como for, as pessoas têm o direito de gostar ou não do que quiserem, e têm que ser respeitadas assim. Mas respeitar não é dizer que respeita, é respeitar. Se o feio tem caráter, nem por isso o bonito tem que ter. O importante é que construamos um mundo melhor, com base nos princípios éticos, e decentes, que já quase estão desaparecendo.
E eu não sou careta não. Eu curto a onda quando ela é boa. É que o banzeiro é quase sempre melhor.
Té mais! Vou ouvir meu brega. Abraço!




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